Tese sobre o amor, com base em experiência.
Texto base 1 Coríntios 13:4-8.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Partindo do pressuposto biblico, me considero anti-biblico, segundo as experiencias que tive com algumas pessoas, incluindo pessoas que se consideram religiosas, e assumi pra mim, a ideologia de que o amor precisa de ser exigente. Ainda como introdução gostaria de ressaltar que: entendo que essas pessoas normalmente tiveram um histórico destruidor quando se trata de relacionamentos, e que possivelmente nunca tenham sido amadas da maneira certa, e, enquanto ainda era o meu tempo... para elas, eu ofertei a minha paciência, pois tenho como régua de paciência o amor ofertado. Por outro lado, caio n'um paradigma pessoal... A duvida é. Será que é errado eu me acostumar aos defeitos delas, sabendo que essas pessoas erraram comigo muitas vezes e continuar a persistir nessa ajuda e quer ao meu lado?
Bom! O meu aprendizado a respeito disso foi: Ajudar alguém, sempre tende a ser uma soma, de quem ajuda, com quem quer ser ajudado e, uma paciência sem limites e sem conexão real, onde se entrega mais amor do que recebe, tende a ser doentia. E como o pressuposto seria ajuda mutua, por que todos os seres tem problemas, a pessoa em contra partida poderia se importar em ajudar também esse ser que quis lhe ajudar (eu). Penso que as vezes eu insisti em querer ver o outro alguém bem, foi uma forma de suprir a minha carência própria e talvez tenha sido ela, a carencia, que me prejudicou ao ponto de cortar o vinculo quando ví que aquilo não daria frutos. O unico fruto que eu colhi dessas relações foram saber que eu ajudei na melhoria de alguem, e como prejuízo soube também que em mim, o buraco tinha ficado maior. por eu ter tirado de mim, para alimentar o outro, e não ter ajuda para curar a minha própria ferida.
Hoje em dia tenho o conhecimento de que: O amor quando é verdadeiro, ele permite o rompimento, a abertura do laço, aprendi, que o amor, não é só o que eu posso oferecer a o outro, aprendi que esse amor, não pode sobreviver se ele não existir por mim mesmo. Uso as célebres palavras do cantor baiano Gilberto Gil, para definir um momento que eu não tive sabedoria o bastante para pensa sozinho. Iniciando pelo titulo da canção chamada: Cada tempo em seu lugar. Que ja nos tem muito a dizer só por ela mesma, e em segundo lugar...
"Preciso refrear um pouco o meu desejo de ajudar
Não vou mudar um mundo louco dando socos para o ar
Não posso me esquecer que a pressa é a inimiga da perfeição
Se eu ando o tempo todo a jato, ao menos aprendi a ser o último a sair do avião. . . Bondade pode ser um vício."
As vezes me vi, vivendo processos tão desgastantes com o outro, que eu ja não era mais capaz de perceber essa vaidade que eu tenho de ser sempre a pessoa que perdoa, que aceita, que entende. Coitado de mim, Aprendi que o amor tem que ser um equilibrio, Não estou me culpando pelos momentos trágicos que vivi, mas tenho conciencia hoje, que eu fui grande colaborador para acomodar as pessoas a serem egoístas, pq guardei minha dor e deixei que as dores delas sempre entrassem em foco. fossem prioridade. Eu fui grande influencia para que essas pessoas não tivessem evoluído. Com minha super proteção acabei deixando essas pessoas de "guarda baixa", para o momento em que eu não tivesse presente... Como amigo, eu entendo e sei, que preciso hoje, criar um conflito sequer, quando percebo que algo está desfavorável a um dos lados quando a pessoa quer fazer o mal, quando a vitima quer se tornar o vilão... Mesmo que eu nao seja amigo de muitas pessoas, eu tenho sido mais amigos do que os melhores... (sei que é muito egocentrico de minha parte, mas se vc leu até aqui... leu até agora, vc aguenta ler mais um pouco. Ja ta terminando). Com isso, adquiri o pensamento que jamais podemos nos acostumar com os defeitos do outro, a paciência tem que ser consciente, ela não pode te privar de identificar e ajudar a pessoa a evoluir. se de repente a pessoa não foi amada como ela deveria ser, eu não tinha o por que. nem o pra que... de ser o abençoador, de ser aquele que vai julgar os anteriores e dar a paz a atual... Eu não podia, nem posso carregar o peso nas costas, mas também entendi que a maior cura que eu poderia oferecer, é exatamente não fazer com os outros aquilo que tinham me feito, era oferecer o amor que eu nunca recebi. independente de ser retribuido ou não. Isso faz com que eu quebre o meu ego, sem fragilizar minha proteção para o outro alguém. Se as experiências que passei foram desagradáveis, aprendi a nao passar isso para a frente, se fui traido, não trairei, pq sei como doi. só pra seguir de exemplo. O processo tende a ser inverso, costuma-se usar o clichê de que. Se eu não recebi, eu não posso oferecer, mas na pratica a teoria é diferente... E assim, mantenho comprovada e finalizada a tese...
19/10/2015
17:06

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