Pelo que dizem, eu andei por ai perdido, seguindo uma rotina, indo sem saber pra onde. Ou melhor, nem indo, fazendo coisas no automático sabe? sem olhar detalhes, apenas fazendo. Então, na graça dos instintos, cai num final de semana, longe de quase todos, horas longe de casa, e por acaso me esbarrei em teu sorriso tímido, quase como um grito de socorro, tão perdida como eu. Um dia eu poderei dizer que só nos dois sabemos quanto tempo demorou e o que passamos pra despontar então o tão chamado sentimento.
E quando perguntarem, diremos, com certeza: Estávamos por aí, só vivendo e conversando, sem se preocupar com isso.
Nem me lembro se cheguei a te contar que o meu coração estava secando ainda, depois de tanta chuva em machucados profundos, e que entre um trabalho e outro, atividade e politica, ele ficou vagando, segurando coisas que não deveria mais segurar. Ficou como gente que só entra em lojas sem a intenção de comprar nada, só olhando, não querendo se comprometer.
"vivendo". Hoje tenho completa certeza, pela expressão que você acabou de fazer que, realmente você não tinha a menor ideia disso, então, desculpa pela noticia repentina. faz de conta que é só um texto e que são só palavras agrupadas em parágrafos de forma a expressar pura literatura. mas voltando ao assunto... Onde estávamos mesmo? ah sim... estava te contando de coisas "aleatórias"... Pois é. esse tipo de coisa acontece, né? e nem temos muito o que fazer.
Admito a perplexidade incalculável comparando a rapidez e força com que você me aconteceu. Eu: aparentemente tranquilo não ligando para os planos das outras pessoas, de "micro-relacionamento e pegação de sábado a noite", apenas com os meus próprios planos de relaxar um final de semana, beber até quando aguentasse, me divertir, ouvir musica e não ligar pra nada ou ninguém. E pau... Fui surpreendido automaticamente. Você: charmosa, viva, tímida, risonha e bem humorada.
Minha cabeça pirou. Claro, por fora, frio, mas por dentro... Uma confusão de duas vontades que cresciam sem intenção, com a razão de preencher algum buraco que estava aí e aqui, buraco que eu nem tinha percebido até então. Alguma forma complexa que o meu subconsciente criou de remendar os retalhos do afeto me fazendo acreditar que alguns imprevistos também podem ser bons.
Peguei assim que possível os meus óculos na mala do carro, assim poderia te olhar pelo espelho retrovisor.Chega a ser infantil isso... Coisa de criança que não tem coragem de olhar para a garotinha que gosta. Eu sei. Foi estranho até pra mim. Tanto que quando cheguei, a primeira coisa que procurei fazer foi tomar cerveja quente, "dizem que ela deixa bêbado mais rápido" assim, então eu poderia me lembrar dos meus planos originais para aquele final de semana...
E assim aconteceu.
Depois daquele dia, nunca mais nos vimos novamente,
Talvez seja isso que aconteça quando eu saio dos meus planos, fico bobo, escrevi mais de 100 palavras sem falar de sexo, tesão ou gozo, não exclui o meu passado ou mesmo as minhas experiências na vida, mas, sei lá. Esse texto…
Se um dia você vir a ler, não entenda como uma cantada, talvez, até entenda se for do seu interesse, no entanto, nem nos conhecemos, e como eu nunca seria capaz de dizer essas coisas com minha boca, expressei pelo meu "braile", (Meus dedos e meu cérebro conversam muito mais do que, meu cérebro e minha boca). Então. Isso que rodeava minha cabeça e ainda rodeia, no momento em que escrevo. A pretensão é te enviar uma mensagem ainda agora, dizendo assim. "Escrevi um texto. Pode me dar a sua opinião a respeito?".
Mas, você só saberá isso se ler até aqui.
E só pra constar. Não precisa me responder nada. No entanto a sua opinião é realmente importante e até mais importante do que isso é, esse texto. Ele é um "presente" pra você, referente aos dias em que você pra mim, a maior falta de foco, falta planos, ausência ata, papel rascunho, canetas, no entanto, ainda assim, virou um dos meus trabalhos escritos, mais verdadeiros.
Eu estava só por ai, mas vc foi eternizada em palavras.
Wendel Samye
21/05/2016
15:35

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