Sempre gostei de brincar de dono da situação, dono das minas verdades, dos meus amores, dos meus sentimentos no geral, no entanto, eu me peguei perdido dentro dos meus pensamentos. Uma pessoa tão complexa quanto os paradoxos dos grandes filósofos, quando eu estava longe, ela dizia pra eu ficar perto, quando eu estava perto, ela fingia que eu não estava ali. Se eu ficasse do lado dela, ela procuraria dormir e, se eu viesse pra o computador, ela fazia cara feia.
Bom, ela não era minha, não era meu amor, não era uma paixão, não era nenhuma das pessoas do meu passado, não era uma pessoa que já tinha me causado um bilhão de dores, não era a pessoa pra quem eu cozinhava, não era nada de ninguém, pelo ou menos é o que penso, ela era apenas dela e, estava totalmente engajada na ideia de ser apenas isso. Pelo ou menos é o que transparecia.
Ela tinha um perfume bom, cheiro de felicidade, ela tinha os melhores assuntos, o olhar mais brilhante, o sorriso mais bonito, a pele mais bem tratada e o cabelo. . . Há, o cabelo, tão lindo que parecia "montado" pelos anjos a cada vez ela respirava. Ela, tinha o poder de: a cada frase dita, me levar pra uma viagem dentro de mim, me fazer vagar pelos universos que ela traduzia por sons ou por silêncios.
Eu nunca disse a ela, mas os olhos dela sempre me chamaram a atenção, era com um labirinto que me levavam a olhar para aquela maravilhosa boca e chamavam, era tão atrativo que parecia meio que "impossível" não prestar atenção nela conversando, ou mesmo nas diversas expressões que ela fazia.
Ela não era minha e acredito inclusive que nunca será, não é comigo especificamente, é que. Ela já tentou ser de outros e a cada vez se perdeu de quem era realmente, agora, ela decidiu ser a fonte de inspiração da própria vida, beija homens, beija mulheres, beija todo mundo ou beija ninguém. Acho que enfim ela descobriu que a vida é uma imensa apresentação que não da espaço pra ensaios. E contrariando o seu próprio signo, resolveu abrir mão do amor dos outros.
A Pisciana mais louca que eu já vi.

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